Argentina - Mendoza!

06.01.2016

Gui Por Aí embarcou numa aventura pelos Andes!!!

 

De volta, eu trago para vocês o melhor (e o que evitar) dos dois lados da Cordilheira. Para começar, vamos visitar nossos hermanitos na Argentina. Nossa primeira parada é Mendoza!

 

 

Capital dos vinhos argentinos e maior cidade do oeste (4ª maior do país), Mendoza tem encantos naturais e históricos para preencher de 2 a 4 dias de viagem, caso você queira fazer tudo. O turismo é uma das grandes fontes de renda da região, junto ao vinho e petróleo, então é fácil se virar com tours e hotéis. Todavia, por estar distante de outros grandes centros, não espere preços camaradas; na verdade, Mendoza foi uma das paradas mais caras da minha viagem pelo próprio custo de vida - junto a desvalorização do Real.

 

Mendoza fica a cerca de 1000km de Buenos Aires e a 360km de Santiago – o que permitiu meu acesso pelo Chile, num bate-volta bem tranquilo de 3 dias.. O aeroporto dispõe de voos nacionais e regionais – internacionais com conexão na maior parte dos casos.

Eu cheguei a cidade de ônibus – o que demora cerca de 5h-6h, principalmente por causa dos trâmites de fronteira. Durante o trajeto você já vislumbra a Cordilheira dos Andes em sua magnitude. Picos nevados, grandes rochas, o Aconcágua se destaca na paisagem de Mendoza. Por este caminho também é possível ver da estrada – sem paradas – partes da “ponte inca” (não confundir com a de Machu Picchu) e diversos vinhedos próximos à região metropolitana.

 

Grande parte do centro interessante da cidade encontra-se entre as avenidas Colón (caminho para a Rodoviária), San Martin (prédios históricos, lojas e redes de fast food), Las Heras (escritórios de turismo, supermercado e restaurantes) e Belgrano (linha de trem). Um quadrilátero com centro na Plaza Independencia, que reúne artistas de rua, vendas de artesanatos e festividades em algumas datas especiais. Se seu hotel estiver nesta região, você pode fazer tudo a pé pela cidade.

 

Apesar da vocação turística, as maiores atrações de Mendoza não se concentram no centro urbano. Você pode realizar trilhas, montanhismo, rafting, visitar a Cordilheira e ver a ponte inca, andar a cavalo e, principalmente, visitar as vinícolas!

 

As vinícolas de Mendoza – chamadas Bodegas – são de todos os tipos, das boutiques às familiares, das novas e pequenas às tradicionais e famosas mundo afora. Você formata o tipo de passeio escolhendo as vinícolas em muitos dos tours, mas os preços podem ser bem salgados para um mochileiro. Tours de dia inteiro em vinícolas renomadas com almoço podem sair por até ARS2000 (USD145) e incluem, geralmente, visitas a três bodegas, guia e almoço harmonizado com vinho. As regiões vinícolas são principalmente três: Luján de Cuyo, Valle de Uco e Maipu. Os tours podem incluir apenas uma ou diversas combinações de bodegas nestas três regiões que circundam Mendoza. Dentre as bodegas famosas aqui no Brasil, encontram-se por ali: Chandon, Norton, Zapata, dentre outras. Para uma lista compreensiva das vinícolas, acesse: Bodegas de Mendoza

 

Óbvio que eu tinha que visitar algumas vinícolas, mas como bom mochileiro econômico (muquirana) que eu sou, tudo tinha que estar dentro do budget. Então quais as opções econômicas de Mendoza?

 

Sim, sempre há algumas opções que cabem no bolso e não tiram o brilho da experiência ;)

Você pode fazer o bike tour pelos vinhedos (com ou sem guia). Basicamente, você pode alugar uma bicicleta pelo dia e seguir em direção aos vinhedos de uma daquelas três regiões – prepare-se para pedalar muito sob um sol forte e clima seco – e ao chegar à vinícola que deseja, você paga somente o acesso a ela, muitas vezes já incluindo degustação. A opção com guia é menos roots e possibilita a você conhecer mais sobre a história da região, sistemas de irrigação e processamento da uva para a fabricação do vinho. Escolha as bodegas disponíveis para visitação e muito protetor solar!!!

 

A opção, todavia, mais econômica e para quem não tem muito tempo – como eu – é a do half-day tour (tour de meio dia) que sai por ARS300 (USD21.50). Ele começa por volta das 2pm, o que exclui a requintada/cara opção com almoço harmonizado, e inclui visita a duas bodegas (uma familiar e uma boutique) e a uma fábrica de azeite de oliva. Surpreendentemente, eu achei este tour de meio dia mais do que suficiente, super dentro do bolso mochileiro e, sobretudo, valeu muito a pena fazer! Em cada bodega você é convidado a conhecer junto ao guia os processos adotados de fermentação e seleção de uvas especiais para cada tipo de vinho produzido, visita os tonéis de repouso nas adegas climatizadas e pode degustar cerca de 4 variedades de vinhos da casa. O interessante é que você conhece vinícolas que produzem em sistemas tradicionais e outras que produzem para exportação, com tamanhos e visuais completamente distintos. Você também pode comprar vinhos direto dos produtores e tirar fotos incríveis próximo aos vinhedos e tonéis. Ao final das duas visitas, que já somam 8 taças de vinho, você ainda segue para uma fábrica de azeite que explica os processos de extração a frio dos azeites extra-virgem e promove uma degustação de azeites aromatizados e pastinhas no final. Yummy!

A noite em Mendoza tem opções reduzidas durante a semana, mas há clubs e bares durante os finais de semana e os restaurantes tem sempre movimento, com menus que giram em torno de ARS115-120 (USD8.50).

 

Dicas do Gui

  • Os ônibus circulares são extremamente baratos, cerca de ARS4 (USD0.30) e podem ajudar na sua locomoção entre a Rodoviária e o Centro. Há também outros ônibus que fazem a ligação entre o centro de Mendoza e as regiões vinícolas, informe-se no hotel qual a melhor rota e alugue uma bicicleta ao chegar lá, se esta for sua ideia.

  • O Paseo Sarmiento é uma área pedonal com diversas opções de restaurantes e comércio no centro. Em geral, é tranquilo caminhar por Mendoza, mesmo à noite.

  • Visite mais de uma oficina de turismo na Av. Las Heras antes de escolher seu tour – pergunte também em seu hotel, é comum oferecerem algumas opções. Peça comprovante e confirme se eles passam para te pegar no hotel ou em algum ponto de encontro e onde te deixam na volta (em geral é hotel-hotel).

  • Os caixas eletrônicos podem ficar sem dinheiro (sim, sem dinheiro!) próximo a feriados e festividades. As reposições não são tão frequentes como no Brasil. Há sempre dinheiro no caixa eletrônico do Cassino, caso você precise, quase em frente à Plaza Independencia. #ficadica    

  • Alguns hotéis oferecem preços simpáticos mas não incluem impostos, verifique atentamente sua reserva, tudo deve estar disposto lá.

  • Se você também for de ônibus de Santiago, prefira já comprar ida-volta, caso retorne a capital chilena depois de um bate-volta em Mendoza. As passagens de ônibus saem mais baratas no Chile que na Argentina. O trecho no Chile (El Rapido) custa cerca de CLP16000 (USD22.35), na Argentina o valor pode ser até 15% maior. Na Argentina, Buses Ahumada aceitam pesos chilenos no pagamento, que na conversão saem mais baratos, cerca de USD23.75/24, sendo a opção mais econômica pagar em CLP (salvo se o peso argentino cair de novo ou o real subir). Os ônibus são semi-leito e é comum pagar uma pequena propina (gorjeta) ao funcionário que embarca/desembarca as bagagens.

  • Lembram do Câmbio Paralelo? Na Argentina ele ainda existe! A conversão de reais para pesos argentinos pode não estar tão simpática mais (no momento da viagem R$1=ARS2,65), porém na mão de cambistas o real pode valer bem mais, em geral R$1=ARS3 ou mais. Em Buenos Aires, alguns lugares oferecem R$1=ARS4. Lembre-se de que estas atividades não são regulamentadas e que há sempre risco ao trocar com um cambista.

  • OMG!!! COMA DULCE DE LECHE E ALFAJOR!!! Hmmmmmmmmm!!!    :-D

Próxima SEXTA tem Chile!!!  Fiquem ligados chicos e chicas!!!

No final do mês rola o ROTEIRO completo com preços, o que fazer (e o que não fazer), hotéis, passeios, lugares para visitar e comer, tudo FREE!    ;)

 

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